 |
|
|
|
 |
|
 |
 |
FICHA
TÉCNICA
De Luís Alberto de Abreu –
Prêmio Shell 2004
Mais de 150 apresentações.
Cinco anos em cartaz.
Mais de 20 mil espectadores.
Mais de 40 prêmios.
Um dos cinco melhores espetáculos
da temporada paulista de teatro
em 2002.
Direção - Claudio Mendel
Assessoria Teórica - Alexandre Mate
Assessoria de Esp.Corporal - Reynaldo Puebla
Cenotécnico - Jorge Avelino Ferreira
Silva
Costureiras - Zeza Araújo e Maria
Pereira Rodrigues
Fotos - Maria Brasil, Flávio Craveiro,
arquivo do jornal ValeParaibano e fotos de família
Asses. de Imprensa: Karina Müller e Andréia Barros
Divulgação - Carlos Rosa e
Conceição de Castro
Cenário, fig.e adereços -
Carlos Eduardo Colabone
Iluminação - Daniel Augusto
e Claudio Mendel
Operação de Luz - Daniel Augusto
Diretor Musical-Márcio de Oliveira
Designe Gráfico - Marco Biruel
Assistente de Dir. Musical - Eva Siellawa
Diretores Assistentes - Atul Trivedi e Eva
Siellawa
ELENCO:
Carlos Rosa
André Ravasco
Adriana Barja
Conceição de Castro
Caren Ruaro
Tamara Cardoso
|
|
Maria
Peregrina
A peça "Maria Peregrina" é
a décima quarta montagem da Cia Teatro da Cidade,
grupo teatral sediado em São José dos
Campos. O espetáculo, que estreou em maio de
2000, teve o patrocínio da Johnson & Johnson
através da Lei de Incentivo Fiscal de São
José dos Campos do ano de 1999 e marcou a comemoração
dos dez anos de atividades do grupo na cidade. Em junho
de 2002, a peça recebeu o primeiro prêmio
no Mapa Cultural Paulista 2001/2002, concorrendo com
mais de cem espetáculos de todo o Estado de São
Paulo.
Escrito por Luís Alberto de Abreu, um dos maiores
dramaturgos brasileiros da atualidade, o texto narra
a história de Maria Peregrina, personagem que
faz parte do universo folclórico da região
do Vale do Paraíba, tendo sido, inclusive, tema
do sexto Caderno de Folclore, de autoria do artesão
Benedito José Batista de Melo, editado pela Fundação
Cultural Cassiano Ricardo em 1992.
|
Maria Peregrina, conhecida
também como Nega do Saco ou Maria do Saco, viveu
mais de 20 anos como uma andarilha pelas ruas de Santana
( um dos bairros mais antigos de São José
dos Campos) e, após a sua morte em 1964, passou
a ser considerada santa popular. Diariamente seu túmulo
ainda é visitado por dezenas de pessoas em busca
de graças e milagres.
A partir de pesquisas e das inúmeras histórias
dos moradores locais sobre a andarilha, o dramaturgo
Luís Alberto de Abreu optou em trabalhar com
o imaginário em torno dos fatos e episódios
levantados, transformando o texto em três histórias
distintas que narram o universo da personagem Maria
Peregrina.
A montagem se utiliza do teatro épico, onde
os atores narram e vivenciam as histórias ao
mesmo tempo, ora no passado ora no presente. Essa pesquisa
levou o dramaturgo ao estudo da estrutura do teatro
clássico japonês, o teatro Nô, uma
forma teatral antiga desenvolvida no oriente há
mais de quinhentos anos.
O autor conta que quando foi convidado para escrever
um texto teatral para a Cia Teatro da Cidade aceitou
de pronto, primeiramente, pela perspectiva do desenvolvimento
de um trabalho voltado à própria região,
lugar de uma cultura centenária, tradicional,
forte e que vai se modificando profundamente sob o impacto
da urbanização industrial, pois, "perceber,
registrar, discutir essas mudanças, apontar seus
resultados é a função primeira
do fazer artístico."
Três histórias distintas narram o universo
de Maria Peregrina.
Conhecida como Nega do Saco ou Maria do Saco,
Maria Peregrina viveu mais de 20 anos na ruas de Santana,
um dos bairros mais antigos de São José
dos Campos.
Após a sua morte, ocorrida em 1964, passou a
ser considerada santa popular e, atualmente, faz parte
do universo folclórico da região do Vale
do Paraíba.
|
|
 |
 |
FICHA
TÉCNICA
Texto
- Adélia Nicolete
Direção - Claudio Mendel
Argumento e supervisão - Luís
Alberto de Abreu
Preparação Musical e rítmica,
e Confecção dos instrumentos
Quintino Bento
Direção Musical - Eva Siellawa
Cenário - Márcio Douglas
Figurinos e adereços - Eva Siellawa
ELENCO
Carlos Rosa
Conceição de Castro
Eva Siellawa
Karina Muller
Caren Ruaro
|
|
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
"A alegria não pertence ao teatro. Nem
o otimismo.
O teatro ou é desespero, ou não é
teatro. É um pátio de expiação.
Devíamos assisti-lo não sentados, mas
atônitos e de joelho. Na verdade, o que ocorre
no palco é o julgamento do mundo, o nosso próprio
julgamento.
E o grande teatro é aquele que faz o espectador
crispar-se na cadeira, numa angústia de condenado.”
(Nelson Rodrigues).
Escrita em 1965, Toda Nudez Será Castigada é
uma das mais importantes obras do dramaturgo Nelson
Rodrigues (1912 – 1980). A peça, contada
em flashback, narra a história da prostituta
Geni, que se casa com o viúvo Herculano e se
apaixona pelo filho deste, Serginho.
|
Denominada pelo autor como obsessão em três
atos, Toda Nudez Será Castigada em nada fica
a dever à maioria das peças de Nelson
Rodrigues. Nesta peça também encontram-se
os complexos insondáveis, as hipocrisias do moralismo
vigente, a falta de pudor disfarçada de castidade
doentia e o final em que a vida dos personagens implode
de modo inapelável.
A atual montagem da Cia Teatro da Cidade, sob direção
de Cláudio Mendel, rompe com o espaço
cênico, trazendo para dentro da cena os espectadores.
Deixando de lado a idéia de um gravador que de
forma mecânica explicita a eventual gravação
de Geni, justificando seu suicídio, duas “Genis”
se entrelaçam, numa verdadeira dança entre
a vida e a morte, e todo o flashback é dito em
cena pela personagem.
“Toda Nudez Será Castigada”
De Nelson Rodrigues |
|
 |
| |
|
 |
|