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Maria Peregrina volta a São Paulo

A peça "Maria Peregrina" – texto inédito de Luís Alberto de Abreu, prêmio Shell 2003 – estará de volta a São Paulo, oito anos após sua estréia em junho de 2000.  O espetáculo, com mais de 170 apresentações, público estimado em cerca de 30 mil espectadores e mais de 40 prêmios, tem sua estréia programada para os dias 11, 12 e 13 de abril de 2008, no Teatro Coletivo Fábrica (rua da Consolação, 1623). As apresentações serão as sextas e sábados às 21h30 e aos domingos às 20h e os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes, professores e terceira idade).
Produzido pela Cia. Teatro da Cidade, criada há 18 anos em São José dos Campos, a peça é resultado da junção de duas pesquisas: a narrativa e o teatro Nô, estudados pelo autor, e a santa popular Maria Peregrina, pesquisada pela companhia. Desde sua estréia, o espetáculo está viajando pelo interior de São Paulo, tendo realizado temporada no TUSP em São Paulo, com sucesso de público e crítica, e participou também de vários festivais e mostras, entre elas a Mostra Fringe no 10º Festival de Teatro de Curitiba, em março de 2001.

sinopse
Três histórias distintas narram o universo de Maria Peregrina. Conhecida como Nega do Saco ou Maria do Saco, Maria Peregrina viveu mais de 20 anos nas ruas de Santana, um dos bairros mais antigos de São José dos Campos. Após a sua morte, ocorrida em 1964, passou a ser considerada santa popular e, atualmente, faz parte do universo folclórico da região do Vale do Paraíba.

o autor
Escrita pelo dramaturgo Luís Alberto de Abreu (Prêmio Shell 2003 - mesmo autor de "O Livro de Jó", "Iepe", "Um Trem Chamado Desejo", entre outros), a partir de pesquisas realizadas pelos integrantes da Cia. Teatro da Cidade, "Maria Peregrina" vai do drama à comédia, com ênfase na cultura popular do Vale do Paraíba. Abreu utilizou fatos e episódios levantados sobre a personagem, a maioria faz parte do imaginário da população.
Segundo depoimentos de pessoas que a conheceram, nem ela mesma sabia quem era e os motivos pelos quais peregrinava. Por isto, a personagem é considerada um signo da modernidade pelo dramaturgo, pois assim como ela, todas as pessoas vão esquecendo as suas origens.
"O homem contemporâneo não é essa granítica individualidade que se move no ar, sem sustentação, com uma difusa noção de vazio na alma? Não corremos atrás de nossa identidade como pessoa, cidadão, cultura e nação? Não era tudo isso a Maria do Saco?", define Abreu.

 

a montagem
A montagem reúne técnicas do teatro oriental e ocidental, mesclando a estrutura do teatro clássico japonês com a narrativa encontrada em Brecht e no teatro épico. Os artistas narram e vivenciam as histórias ao mesmo tempo, ora no passado (atores-narradores), ora no presente (personagens-narradores).
A trilha sonora do espetáculo – interpretada pelos próprios atores – é composta por músicas das festas populares e religiosas da região,  e foram recolhidas pelo músico e violonista valeparaibano Márcio de Oliveira, que também assina a direção musical.
O cenário e figurinos foram criados por Carlos Eduardo Colabone (prêmio Molière por "Vestido de Noiva"), inspirados nas obras das famosas figureiras da região.
A direção do espetáculo é de Claudio Mendel – um dos fundadores da companhia – que contou com o trabalho dos assistentes Atul Trivedi e Eva Siellawa. O elenco é composto por Adriana Barja, Andréia Barros, Carlos Rosa, Conceição de Castro, Caren Ruaro, André Ravasco e Tamara Cardoso.

cia. teatro da cidade
A Cia. Teatro da Cidade foi criada em 1990 como Grupo Estável da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de São José dos Campos/SP e tornou-se independente em 93. Desde então, vem se dedicando à pesquisa e aos estudos das artes cênicas. Criada há 18 anos, a Cia. já produziu 17 espetáculos, percorrendo diversas cidades do país, recebeu mais de 80 prêmios em festivais e mostras de teatro no Brasil. Foram cerca de 450 apresentações, que totalizam um público estimado em 300 mil espectadores. Em 2000 a Cia. Teatro da Cidade partiu para um novo empreendimento: o Centro de Artes Cênicas "Walmor Chagas", espaço aberto à comunidade, comprometido com a pesquisa e a difusão cultural.
Atualmente o espaço é administrado em conjunto com outros três grupos consorciados. Instalado em um antigo galpão, localizado no bairro Monte Castelo, o espaço foi totalmente reformado, com recursos próprios, para abrigar, além dos ensaios do grupo, cursos, oficinas, palestras e apresentações artísticas.

ficha técnica
Elenco: Adriana Barja, André Ravasco, Andréia Barros, Caren Ruaro, Carlos Rosa, Conceição de Castro e Tamara Cardoso.  Autor: Luís Alberto de Abreu.  Direção: Claudio Mendel. Direção Musical: Márcio de Oliveira. Cenário, figurinos e adereços: Carlos Eduardo Colabone. Iluminação: Daniel Augusto e Claudio Mendel

Serviço:
Informações pelos telefones (0xx12) 9711-2011 ou 9744-4038 // 11 - 92056602